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Logística elétrica: como estamos e para onde vamos


A agenda ESG - Environmental, Social and Governance, ganhou uma força estrondosa no mundo na última década, e não é para menos, pois a urgência em combater as mudanças climáticas é fundamental para o futuro da humanidade - e do capitalismo.


Não importa o setor, tamanho ou país de atuação, a agenda ESG está direcionando a decisão da maioria dos investidores pelo mundo; no Brasil, esse percentual chega a 99% de acordo com pesquisa global da EY, uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo.


Com esse movimento, a chamada “logística verde” está transformando o setor de mobilidade e transporte no país, e quem não se adequar ficará para trás. Mas, onde estamos e para onde vamos com esses avanços tecnológicos no setor da logística?


Logística verde

Para começar, precisamos entender o conceito de logística verde: é basicamente a gestão da cadeia de abastecimento com o objetivo de reduzir o impacto ambiental das operações logísticas.


De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o setor de Transporte e Logística na América Latina e no Caribe é responsável por 8% das emissões de gases de efeito estufa da região. Como saída para reduzir esses impactos, entra a eletrificação da logística.


Não somente pela responsabilidade ambiental, que por si só já é incentivo suficiente, já que a agenda ESG é impulsionada pelo capitalismo, mas também porque esses investimentos otimizam processos e aumentam a eficiência da gestão e margem de lucro.


Eletrificação da logística: onde estamos.

O Brasil é o único país do G20 que ainda não dispõe de uma política para a mobilidade elétrica, o que faz o processo caminhar um pouco mais devagar que o ideal. Ainda assim, por iniciativa do setor privado, já avançamos muito. 


A chinesa BYD, por exemplo, é uma pioneira no país; desde 2015, já oferece a tecnologia de empilhadeiras elétricas. Inclusive, é a única empresa no mundo que produz o equipamento completo movido a bateria de íon de lítio e acabou de anunciar sua 1° fábrica de veículos elétricos no Brasil. 


Somente em 2022, as vendas das empilhadeiras elétricas cresceram 53%. Já em 2021, a locação de equipamentos elétricos pela empresa Vamos cresceu 30%: “nove em cada dez propostas que desenvolvemos envolvem empilhadeiras elétricas”, afirmou Gustavo Couto, CEO da Vamos, em entrevista para o caderno Mobilidade Estadão.


As grandes redes de varejo vêm investindo (mais fortemente) em veículos elétricos para entrega de produtos desde 2020. Somente em 2021, o Mercado Livre aumentou em 531% o número de veículos elétricos de sua frota em comparação ao ano anterior.


A gigante Magalu começou a eletrificar sua frota em outubro de 2021, assim como outras companhias importantes como a Via, Holding detentora de grandes redes como Casas Bahia, Ponto e do e-commerce Extra.com.


Eletrificação da logística: para onde vamos.

O último levantamento anual da Long-Term Electric Vehicle Outlook (EVO), relatório da empresa de pesquisa BloombergNEF (BNEF), revelou que a implantação de veículos elétricos crescerá exponencialmente nos próximos anos, ultrapassando a marca dos 100 milhões de unidades de passageiros até 2026, saltando para 700 milhões até 2024, de acordo com a matéria da Tecmundo.


Essa transformação está crescendo de forma acelerada em economias emergentes como Brasil, Índia, Tailândia e Indonésia. Para se ter uma ideia do tamanho desse setor, em todos os segmentos, ou seja, leves e pesados, atingirá US$8,8 trilhões em 2030 e a projeção para 2050 é chegar aos US$57 trilhões. 


No Brasil, segundo um estudo sobre carros elétricos no país, realizado pela consultoria estratégica da PwC Brasil, Strategy&, as vendas de carros eletrificados serão impulsionadas a partir de 2027. 


Em 2028, é estimado um crescimento de 100% nas vendas de caminhões leves e ônibus elétricos; já em 2030, é esperado um crescimento de 79% em vendas de caminhões pesados elétricos e de 47% de veículos de passeio eletrificados. Em 2040, esse número aumenta para 97% e 66%, respectivamente. 


Um olhar mais amplo para o futuro

A eletrificação da logística e a ascensão da mobilidade elétrica causam impactos e oportunidades em toda a cadeia de produção, desde a mão de obra qualificada à matéria-prima necessária para a indústria. E já tem, claro, empresas olhando muito bem para isso.

A Gerdau investiu R$700 milhões em uma “supermáquina” que permite a fabricação de aço melhores e mais leves, direcionados principalmente à indústria automotiva.


A nova máquina permite vender um produto melhor, mais leve e com menos emissões de carbono, que não é direcionado às carcaças, mas sim para um conjunto de outras peças no motor, transmissão e suspensão.


O desempenho de uma bateria considera, principalmente, o peso do veículo, e 10% desse peso advém do aço. A Gerdau enxergou o “a tartaruga com canudo no nariz” do seu segmento. Não entendeu? Explicamos.


Há décadas ambientalistas tentavam chamar a atenção para a gravidade do lixo marinho, mas nem o mercado ou o setor público davam a devida importância, até que, em 2015, um vídeo de biólogos tirando um canudo inteiro do nariz de uma tartaruga viralizou e tudo mudou. Leis foram criadas, como a que proíbe o fornecimento de canudos de plástico no Estado de São Paulo, e empresas inteiras, que não estavam atentas para essa mudança, viram-se em maus lençóis.


Movimentos do Governo Federal

No último dia 5 de julho de 2023, em evento online realizado pela Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) e pela Fundação de Apoio da UFMG (Fundep), o Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf, anunciou a primeira reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial onde serão definidas as diretrizes e missões para a consolidação da indústria brasileira na economia verde.


Serão seis missões estratégicas nos mais diferenciados temas sob liderança do Ministério da Indústria. O secretário também pontuou o potencial do país em liderar a mobilidade elétrica. Atualmente, estamos atrás de países muito menores como Chile, Colômbia, Panamá e Costa Rica em termos de política pública para mobilidade elétrica. Mas, tudo indica que o incentivo público que falta para deslanchar de vez está chegando. Você está preparado?


O futuro da sua carga é Frigo King

Somos uma empresa atenta às tendências e, por fazer parte do Sistema de Boas Práticas de ESG (Environmental, Social and Corporate Governance), como fornecedora, colocamos a engenharia para desenvolver produtos e soluções que possam atender veículos com eficiência energética, além de fazer escolhas que visam a preservação do Meio Ambiente, como o uso de fluidos refrigerantes ecológicos.


Criamos o EPS - Eletric Power System, um sistema que permite usar a linha de produtos da Frigo King em todos os veículos movidos a energia elétrica. Estamos 100% conectados ao conceito ESG e aos cuidados com o Meio Ambiente, pessoas e sustentabilidade.


Antes da eficiência energética elétrica tomar corpo e começar a se tornar uma realidade no transporte refrigerado, a Frigo King já tinha o compromisso de usar fluidos refrigerantes ecológicos (HFCs) que não degradam a camada de Ozônio e possuem baixíssimo potencial de aquecimento global.


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